MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Anjo


Desconfio que dentro de mim mora um anjo
Igual ao que morava na rua que eu tinha
Quando era um bebê
Capaz de ladrilhar a rua com brilhantes
Pra ver passar meu grande amor
Que é você!

Elzinha Coelho

quinta-feira, novembro 21, 2013

A busca


No acordar da lua
No acender das velas
Nas galerias e ruelas
Olhos se procuram
Corações  esperam...
Pelas ruas, becos, avenidas
Desencontros... Despedidas... 



Elzinha Coelho



terça-feira, novembro 12, 2013

Aparências

Meus olhos muitas vezes não dizem o que minha boca vê
Meus ouvidos tantas vezes  não sentem o que meu coração ouve
Sou uma agonia de verbos descontentes,
oscilantes, comoventes...
Sou errante, pensante, sou do vento!
Me movo lentamente nas frações do tempo
Nos espaços entre o sentido e o pensamento
Nas linhas mornas das palavras aparentes
Subentendidas... ou ausentes
Sou da vida, sou do mundo
Sou caminho em construção
Vagando livremente
Entre o SIM... e o NÃO!


Elzinha Coelho


segunda-feira, outubro 14, 2013

Engano


Pensei que o meu discurso
Mudaria o curso
Deste teu percurso
Me enganei
Por um átimo
Um mísero átimo de segundo 
Eu acreditei...

Elzinha Coelho

segunda-feira, setembro 30, 2013

Vida


A vida tece as suas manhãs e artimanhas
Nos enredando em seus novelos
Nas suas tramas
Nos conduzindo, fiando o fio
De toda gente
Entrelaçando nossos destinos
Criando laços
Desamarrando os nossos nós
E embaraços
No fim de tudo
Com toda a graça
Todo cuidado
Se faz o manto
Que causa dor
Causa alegria
Revela encanto

É a tua vida
A minha vida
Causando espanto!


Elzinha Coelho

terça-feira, setembro 24, 2013

Assim...assim!!



Eu não vou querer que alguém me dê o que não tem para me dar...
Nem vou me descabelar e nem descer do meu salto só para pedir algum tipo de satisfação.
As coisas são ou não são!


Elzinha Coelho

sábado, setembro 21, 2013

Por aí...


Eu vou por aí
partilhando meus excessos
destravando os meus gestos
me embriagando em poesia
Vou por aí
levando o que é leve
somente o que é leve...

Elzinha Coelho






domingo, agosto 25, 2013

Não tem como não doer...


Poder ser como a água e contornar
Como o vento e passar
Sem apegos, sem amarras...

Tecer a vida
Como o tempo tece as horas
Sem delongas, sem demoras...

Mas não se é tempo, nem água, nem vento
Somos presas,  pragas, pensamento
Ligeirezas, ilusões, sentimentos

Somos dores, sabores, amores
Somos laços, temores, abraços
Confusas emoções, tênues traços

Sorrisos, perdas, memórias
Lágrimas, sonhos, cansaços
Espaços, lembranças, histórias

Somos o tudo num só momento
O eco, o oco, o profundo
O grito de dor no tormento
E o riso de alívio do mundo!


Elzinha Coelho

sexta-feira, agosto 16, 2013

Poetar


Me soa tão familiar os versos, depois que os escrevo, como se já existissem há tempos em algum outro lugar, antes daqui, antes de ser, antes de mim... Sem perguntas me deixo ser levada, e me engolem os verbos de sentidos definidos por alguma força que não é a minha e nem é sozinha. Força que dá forma a uma ideia que existe em algum espaço atemporal e que de algum jeito me mantem tenuemente ligada e eu me deixo ficar, me deixo ser, me deixo estar...

Elzinha Coelho

terça-feira, julho 16, 2013

Poema do Desapego


Queria ser como a água e contornar

Como o vento e passar

Somente ser a noite e brilhar

Apenas o colo que acolhe

Não sentir vontade de ficar...

Sem raízes, sem prisões

Sem esperas, nem demoras

Ser sem ter

Doar, ceder

Tecer a vida como o vento tece a água

Contornando e passando

Com pressa de ir embora...

Mas não se é tempo, nem água, nem vento
Somos presas,  pragas, pensamento
Ligeirezas, ilusões, sentimentos

Somos dores, sabores, amores
Somos laços, temores, abraços
Confusas emoções, tênues traços

Sorrisos, perdas, memórias
Lágrimas, sonhos, cansaços
Espaços, lembranças, histórias

Somos o tudo num só momento
O eco, o oco, o profundo
O grito de dor no tormento
E o riso de alívio do mundo!


Elzinha Coelho








sábado, julho 13, 2013

Ah! esse querer...



Um querer marcado
de distancias físicas
Um amor guardado
Cheio de delícias

Ah! se eu pudesse
Voltaria agora
Prá segurar tuas mãos
E não ir embora

Me deixando aqui
Solitária e triste
Com a tua imagem
Presa na memória

Ah! se eu pudesse
Voltaria agora
Prá mudar o rumo
Desta nossa história

Elzinha Coelho

segunda-feira, julho 01, 2013

terça-feira, junho 18, 2013

Amor


Amor vivido
Sentido
Doado
Doído
Amor querido
Bandido
Sofrido
Suado
Amor sonhado
Buscado
Encontrado
Ferido
Amor perdido
Amor...tecido


Elzinha Coelho



sábado, junho 15, 2013

Perdida de mim



Quando me perco
Quando não me acho
É quando nada mais me cabe
Quando vejo que sei o que não sabia
Quando sinto o que não sentia
E não encontro a resposta
Se devo ir, ou ficar
Ser, ou apenas estar
Me perco e não me acho
Nem em mim
Nem nos espaços
Nem nos nós
Nem nos laços
Hoje sou
Só embaraços

Elzinha Coelho





quarta-feira, junho 12, 2013

Não sei....



Não sei se sou o Poeta ou apenas o Caminho

Talvez eu seja a Estrada

Talvez somente a Estrada...


Elzinha Coelho

domingo, junho 02, 2013

Ser não sendo, é viver... morrendo.


Alma que guarda a palavra não dita
Guarda o orvalho que não corre na face
Prende o nó que aperta a garganta
Segura o gesto do toque bendito

Alma pequena, cheia de medos
Acumula segredos e grandes tesouros
Não doa, não deixa
Não pode, não ousa

Alma pequena, cheia de medos...

Rosto sereno
Alma inquieta
Alma que chora
E o sorriso é de festa


Elzinha Coelho

sexta-feira, maio 31, 2013

Erros...


As vezes colocamos muita semente em terra seca
Muita água insalubre em rio fértil
Nossos excessos desfocados
Desmedidos, sem sentido
Nossos erros ... nossos erros...
Tempo farto
Tempo perdido...


Elzinha Coelho

domingo, maio 26, 2013

Como viver, é uma questão de escolha


Pessoas constroem paredes em volta de si de tal forma, que fica quase impossível transpassa-las. Paredes de medos, fantasmas, neuras e sei lá mais quantas doidices. Esquecem que a vida é simples, que amar é bom e se sentir amado é ainda melhor. Se entregam com tanta facilidade aos "nãos" e se fecham a todos os "sims" que a simplicidade da vida lhes oferece. Decidem assim, como se tivessem o tempo  sob controle. Mas o tempo é impessoal, frio e se move sem qualquer sentimento, ele apenas passa, sem tréguas, sem perder o passo, no compasso que só ele tem, sem cansaço ou fadiga. E a parede continua lá, firme e forte, dando um sentido falso de segurança e proteção. E quando chega o tempo de não ter mais tempo, percebem tristemente o 'nada' que foi ficar atrás da parede. Não houve decepções, mas também, nem grandes amores. Não houve o fel, mas também não provaram o gosto do mel. E com certeza, irão sentir amargamente que não valeu a pena. A vida é para ser vivida em todas as suas intensidades. Só assim, boa ou ruim, terá sentido  a vida em mim...

Elzinha Coelho

quinta-feira, maio 16, 2013

Abalo seco

Bem pouco sei do que me falta 
nem mesmo sinto o que me excede 
Sei que me calo por entre os dentes, 
e o que não falo me causa febre.
Sei que não sou fácil nem santa, 
nem tenho o encanto que tanto prego
Entre minhas mãos guardei veneno, 
e prá muitas dores me fiz de cego
Vejo ilusões cobrindo corpos 
de vaidades distorcidas, 
que enganam, mentem e matam 
sem pudores a própria vida.
Bem pouco sei do que me falta...


Elzinha Coelho

sexta-feira, maio 10, 2013

Tem dias...





Tem dias que a gente é só poesia...
Tem dias que a gente é só.





Elzinha Coelho

terça-feira, maio 07, 2013

???


Na verdade não sei nada

Nem de mim nem de ninguém

Sei apenas o que quero

E o que quero... ninguém tem ...



Elzinha Coelho

quinta-feira, maio 02, 2013

Assim... assim...


Mais do que beijo na boca

Quero o abraço que acolhe

Quero colo que alivia

Quero mãos que segurem

E que não me deixem ir embora...


Elzinha Coelho

quarta-feira, maio 01, 2013

Medo da Vida


A vida caminha? Não, ela corre!
E quando vem a chuva, corremos nós a tirar nossos sentimentos do varal e guardá-los todos. E ficamos espiando prá ver o sol chegar, prá ver se dá prá por de volta os sentimentos no lugar. Desconfiados que somos, o sol até aparece, e continuamos lá, espiando... afinal,  sentimentos é tudo o que temos, vai que chove outra vez? E a vida não para, ela corre desembestada, desenfreada. Se estamos no outono, logo o inverno vem, num piscar de olhos é primavera e então chega o verão, e outras chuvas vem, e muitos outros dias de sol também E continuamos nós, guardando os sentimentos por medo das tempestades. Dividi-los com alguém? de que jeito? vai que não entendem e riem deles? Ou nem importância dão? Ah! que triste ilusão...
O medo desfaz o riso, emperra o passo, entrava o abraço, engole o beijo.... E a vida passa, sempre com pressa, sempre sem graça...

Elzinha Coelho

sexta-feira, abril 26, 2013

Eu quero...


Quero que seja amor
Quero que traga cor
Que me arrume os desalinhos
Que me cubra com carinhos

Desnudando minha alma
Com afeto e com cuidado
Enfeitando minhas noites
Entendendo os meus lados

Compartilhando os meus dias
Nublados ou de alegrias
Sussurrando em meu ouvido
- Eu sabia que você vinha

Elzinha Coelho

sábado, abril 20, 2013

Era dor...


Era dor, diferente daquelas que aparecem devagarinho. Essa não, veio de repente,  me pegando de surpresa,  de uma só vez e com uma intensidade absurda. Não cabia em mim, escorria pelos poros, pelo olhos. Ela saia, mas algo lá dentro a alimentava, saia e não diminuía, não acabava... que louca agonia... 
Essa dor, que aperta o peito, estreita a alma. A dor que abraça mas não acalma, que beija um beijo amargo, frio e sem cuidado.
Dor que desencanta, te desnuda, te faz frágil, te aniquila, te arrasa... Sempre vem e no aconchego do tempo... sempre passa...

Elzinha Coelho

terça-feira, abril 16, 2013

Dançando na lua


A Felicidade é logo ali, dobrando a esquina...



Muitas vezes buscamos a felicidade no longe

Acreditamos na distância de nossas mãos

Quando na verdade basta apenas o toque

E a disposição de ser feliz aqui...


Elzinha Coelho

sábado, abril 13, 2013

Tecendo o Encanto


É de se perder
De se achar
De esquecer
De se encontrar

É de se saber

De se querer
De se lembrar
De se encantar

Este tal de amor

Que chega manso
Que vem descalço

Trazendo a fita

Com mãos de afeto
Fazendo o laço

É um desassossego 

Um se perder
Um bem querer
Ocupando espaços...

Elzinha Coelho



domingo, março 31, 2013

Entre tantos...só um!


Amor incondicional sabemos o que é, pô-lo em prática é que eu quero ver. Amamos porque somos impelidos a isso, é como se fosse um treino. Um experimento dentro de um frasco volumétrico... amor é química, ou não? Amor pleno ainda está longe de nos acometer. Na plenitude do amor amamos todo e qualquer ser, mas por agora, só queremos "aquele unzinho" e só. No meio de tanta gente, nossos olhos só procuram aquele "um". Aquele do sorriso mas gostoso, da pele mais macia, do corpo mais cheiroso, do abraço sem espaços e de olhar carinhoso. Só queremos aquele que nos arrepia com um toque e nossas pernas amolecem com seu beijo. E só "ele" tem o andar mais gracioso, o gesto mais afetuoso e o carinho desejado. Amamos e fim, não tem regras nem receitas. O encanto é esse... cheiinho de condições..... por enquanto...

Elzinha Coelho



quinta-feira, março 28, 2013

Meu Silêncio



Meu silêncio engole a fala

E cala oque não se escreve


Oculta o que sempre esteve


Emudece o que não se atreve


Guarda o que aflige



Adormece o que não se acalma

Finge que não existe

Só conversa com a própria alma...



Elzinha Coelho

domingo, março 17, 2013

Tempo


O relógio... os ponteiros...contam tempo o tempo inteiro...
Já não sou a mesma pessoa de ontem e amanhã já não serei a mesma de hoje... cada dia é único e cada ser traz em si um universo em metamorfose.......
Nós já não somos mais os mesmos...o relógio e seus ponteiros contam tempo...o tempo inteiro...


Elzinha Coelho

Permanecendo...



De pequena, só mesmo essa minha vontade de esquecer... tudo o mais, ainda é muito grande...

Elzinha Coelho

sábado, março 16, 2013

Me conhece???


É nas entrelinhas dos meus verbos
nos espaços dos meus versos
subentendidos no afeto
que se mostra tão ingênuo



que está gravado a essência
do que sinto, o que espero
do que sou e o que quero

Nas entrelinhas dos meus temas
você sem nenhum problema
me revela, me desnuda
conhecendo-me por inteira......


Elzinha Coelho



quinta-feira, março 14, 2013

Meu traço



Eu sou contundente, incisiva, diferente. Não gosto de pessoas que não sabem onde estão e o que querem. Pessoas divididas, mal resolvidas. Para mim, é sim ou não! Quando gosto, gosto de verdade, quando não....não faço caridade. Pensamentos e atos dispersos me irritam; mal humor me afasta; falta de atenção me emudece; falta de carinho então.....esquece! Não se iludam pensando que antes disso tudo não tentei nada.....ah! tentei tudo, mas como tudo tem um limite nisto, o meu apesar de amplo....................... contundente e incisivamente.......... desisto!

Elzinha Coelho


sábado, março 02, 2013

As coisas mudaram????



Até no mundo do encantado 
Também não se arruma namorado
Pensa beijar um príncipe
E acaba beijando um sapo.
(Qualquer semelhança com o mundo real é mera coincidência??)

Elzinha Coelho

sábado, fevereiro 16, 2013

Consentimentos


Não há encanto quando o canto em que se encontra está escuro
Não está maduro o fruto que no fundo ainda amarga
Não tem futuro a vida quando no passado ainda se prende
Nem há correntes que se arrebente quando estar cativo é o que te basta
Não existe jeito de ficar desfeito o que o peito ainda embala
Nem tem maneira, nem tem reza, nem magia, nem poesia que dê fim no que se quer para uma vida inteira!

Elzinha Coelho 

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Sem Sentidos...


Desverbalizada, exageradamente pequena
Sentidos frouxos pousam em cama serena
Hiato raro na alma, carência de tema
Desintonizada  dos sentimentos humanos
Poetizando livre este insano dilema...

Elzinha Coelho

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Até...


Até que alguém chegue
que algo aconteça
que se sinta a ausência
que se tenha vontade
que se mate a saudade
Até que alguém se apaixone
que nunca abandone
que não aprisione
nem tenha maldade
Até que não se canse
Até que não se perca
Até que não se mate
Até a próxima dança...


Quem sonha, espera... 
É no "até" que reside a esperança!


Elzinha Coelho

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Hoje "Nada" é alento

Hoje quero ser rasa
Rasa como um riacho
Nada de profundidades
Nada de "eu me acho"

Nadando. seguindo a corrente
Contente só por ser gente

Vento...vento...
Leva embora o pensamento
Traz um teco de alento
Afrouxa as horas do tempo
Faz-me flutuar mesmo sem rumo
Mas adormeça em mim o sentimento...


Elzinha Coelho