MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

terça-feira, dezembro 06, 2016

Meus devaneios


Pode parecer maluquice, mas ser "perfeitamente feliz" o tempo todo é uma mentira, é muito chato, é improdutivo e chega até a anular a criatividade. Meu sentido de felicidade é outro. Sou nuances de sentimentos, não tenho como ser diferente. Me pego triste em alguns momentos, em outros calmamente lúcida, em alguns totalmente insana, em outros extremamente alegre e por aí vou, me expressando com o corpo e a alma. Egoísta as vezes, dedicada sempre, a uma pessoa ou a uma ideia, onde raramente ideia e pessoa não combinam. Já passei da fase da "perfeição", busca ingrata e que não nos leva a lugar algum. Também a fase de agradar já ficou lá atrás. Sou sentimento e não costumo esconder nenhum. Me esforço por instantes belos, porque a vida é isso, cheinha de instantes que ficam distantes um milésimo de segundos depois. E vejo pessoas correndo atrás de uma tal felicidade que nem sabem ao certo o que seja, mas continuam correndo porque imaginam que seja tão complicada, que o simples é muito simples para ser ela. Para mim felicidade é essa coisa bagunçada aqui dentro, que hora ri, hora chora. É poder sentir com a pele da alma toda a dor e todo o amor. É me aceitar como realmente sou, cheia de imperfeições, sem me culpar por isso. Nesta tal felicidade eu acredito e nela quero viver o tempo todo!!! Sou assim, assim...


Elzinha Coelho

segunda-feira, novembro 28, 2016

Poema Alado


Não posso guardar poemas. Nascem de partos extremos e dolorosos, nascem das feridas, das fendas, dos buracos ainda abertos, das valas profundas, do barro tosco ainda sem forma, nascem das entranhas, estranhas, tamanhas... Nascem! 
Não posso guardar poemas. Já chegam ao mundo livres, leves e voam pela necessidade extrema do risco de voarem. Pela bela maneira de se expressarem. Por saberem que portas se abrirão para que entrem e feito pássaros que conheceram o cativeiro, envolvem , levitam e se jogam novamente à doce aventura do voo, da liberdade, buscando outras portas e janelas, deixando sementes nas mentes sem tramelas, trancas, travas ou sentinelas. Não posso guardar poemas...

Elzinha Coelho

sábado, novembro 26, 2016

Insights




Tenho tido alguns insights , me clareando, mostrando formas, aqui bem dentro, bem no fundo, aqui onde o escuro era profundo, era e já não é muito, pressinto até que já não é tanto... e no entanto ainda há muito o que clarear, trazer levezas, resgatar purezas, dissipar (in)certezas. Conquistar meus escuros, meus abismos,  derrubar meus muros... é isso... insights derrubando muros! 


Elzinha Coelho

terça-feira, novembro 15, 2016

CONEXÃO



Quero os sentidos na mesma frequência....
Quero o toque, a sintonia, o calor, a energia,
a sincronicidade, a magia, o cheiro, a alegria...

Eu quero o amor!
Quero ser amada...
Desejar e ser querida.
Entender e ser compreendida.
Tolerar e ser aceita.

E rir, rir muito...
Rir juntos, rir separados...
Só não quero chorar sozinha...

E dar meu colo, meu ombro,
meu corpo, minha alma...
Ficar por ficar... eu fico comigo.
Faz muito mais sentido!

Aquarela da italiana Silvia Pelisser

                                                                                                   Elzinha

domingo, novembro 13, 2016

O CAOS DE MIM




Reina em mim um desassossego, desses que faz tremer e me dá medo. Tira minha fome, o meu sono, e faz-me sentir a amargura de um extremo e completo abandono. Como que por sucção, me remeto para dentro do meu ser, só existe eu comigo agora... O silêncio é frio... ensurdecedoramente frio... E olho partes de mim que não quero conhecer Partes de mim que nunca quis ver. Como que hipnotizada, meu olhos não se desviam Fixos, inertes, contemplam o desalinho... E me revela, me desnuda. A dor impera, dilacera, rasga! Esta sou eu, toda desalinhada? Com tantos azedumes e fraquezas, raivas e mágoas represadas? Esta é você! me ouço dizendo... E só então entendo o que está acontecendo. E inicio o caminho de volta. Percebo que amadureci, que cresci. O lado bonito é muito fácil, é prazeroso, mas conhecer somente ele, é inevitavelmente desastroso!
Este caminho, cedo ou tarde Eu iria percorrer... Nesta busca incessante Do meu EU Do meu SER!
Elzinha Coelho

domingo, novembro 06, 2016

Jason Mraz - 93 Million Miles [Official Music Video]

A 240 mil milhas da Lua
Percorremos uma longa distância para pertencer a esse lugar
Para compartilhar essa vista da noite
Uma noite gloriosa
Além do horizonte há outro céu brilhante
Oh, minha nossa, que lindo
Oh, meu pai irrefutável
Ele me disse, filho, às vezes, pode parecer escuro
Mas a ausência da luz é uma parte necessária
Apenas tenha certeza de que você nunca está sozinho
Você sempre poderá voltar para casa
Casa
Casa
Você sempre pode voltar

sábado, novembro 05, 2016

Desabitada





Ela acredita em profundezas. Gosta de profundidades, o raso não a seduz nem lhe provoca coisa alguma. As profundezas que conhece já estão habitadas. Queria apenas uma, uma profundeza que houvesse espaço para as profundezas dela. Ali sim, estaria em paz, num abraço profundo e fecundo, onde nada mais lhe faltaria.

Elzinha Coelho

terça-feira, outubro 25, 2016

MÃOS




Mãos que apoiam, que afagam,
que tocam com cuidado
nossa alma de pecados
acalmando os nossos nãos.

Mãos que surgem sem ter pressa,
que conseguem sem promessas,
aprumar o desacerto
refazendo o nosso chão.

Mãos benditas que seguram
nossas frágeis mãos pequenas
tão confusas nos dilemas
que assombram o coração…

São as mesmas mãos serenas,
tão sinceras, tão amenas
que me fazem não descrer.
Estas mãos sempre serão
versos doces de um poema…


Elzinha Coelho

quinta-feira, outubro 20, 2016

Supplying me


É preciso em algum momento do dia, do mês ou da vida, dar um tempo e deixar o barulho do mundo longe dos ouvidos do coração. Já percebi que meus silêncios falam tão alto quando desligo o botão do som externo, que fica fácil escutar o que me vem de dentro. É claro que me vem coisas ruins de ouvir ou sentir, quem não as tem? Isto deixo de lado ou depois de entendê-las, jogo na caixinha do "some tudo", (sou fã desta caixinha) e me abasteço de todo o afeto guardado, das memórias que me trazem sabores e cheiros. A vida é um Deus nos acuda todo o tempo, então, se a gente pode desligar o tal botão, que façamos sempre. Sempre que o aperto chegue e a noite nos pareça mais escura, ou quando um arrepio de angustia nos percorre a espinha. As respostas estão todas lá, apenas nos espera. É do nosso lado de dentro que somos a verdadeira imagem que espelho nenhum reflete. Pro nosso lado de dentro o espelho é cego, os olhos alheios são cegos;  olhos do mundo são cegos e acreditem, este mundão não está nem aí para você ou para mim. Que sejamos propulsores do belo que há em cada um de nós. Que se possa trazer para fora, para este barulho infernal, um pouco da serenidade e da delicadeza sutil que nos habita. Certamente não será suficiente para transformar um mundo inteiro em curto tempo, mas será de bom tamanho para realizar maravilhas no nosso. Que me desculpem os que não sentem nada disso, eu sinto muito!

Elzinha Coelho


quarta-feira, outubro 19, 2016

Liniker - Zero

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar (e transpassei)

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração

Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
A gente fica mordido, não fica?

Hodierno




Cuidado nas urgências do coração.
Nessa ânsia de se ter um amor
e receber na mesma fração,
qualquer ser é belo,
qualquer belo é bom!

Elzinha Coelho

terça-feira, outubro 18, 2016

Ferreira Gullar



"Pretendo que a poesia tenha
a virtude de, em meio ao sofrimento
e o desamparo,
acender uma luz qualquer,
uma luz que não nos é dada,
não desce dos céus,
mas que nasce das mãos
e do espírito dos homens."