MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

segunda-feira, dezembro 26, 2016

Sem Gomas


Eu sou assim, não ando num cabide nem uso verniz. O espontâneo me seduz. Idéias a mil na mente e um jeito contente de olhar a vida. Desconfio de pessoas boazinhas e certinhas demais, que riem demais, de muito bons modos à mesa. Gosto de gente que gosta de gente. Que anda descalça depois de uma valsa, que bebe espumante se não tiver um Cabernet . Gente que sabe caminhar entre o luxo e o lixo, que aprende como ser e não ser em um e noutro. A hipocrisia é uma porta trancada, por detrás pessoas fingindo verdades, cheirando a naftalina, vivendo mentiras. Quem gosta de mim, bem... quem não gosta, amém. Eu não ando num cabide nem uso verniz!

Elzinha Coelho

quinta-feira, dezembro 15, 2016

Esperas


O que não me cabe transborda metros fora de mim, fora daqui, para muito além do que posso ir. O interminável tiquetaquear do relógio, transcende, transpassa tempos, num ritmo que o dono do tempo tem, só ele tem.  A sina do tempo é verbalizar o ir; sempre indo e indo, passando e passando. Transbordo um tempo que não cabe aqui, que não cabe em si, que não me cabe. 


Elzinha Coelho

terça-feira, dezembro 13, 2016

Quando fui chuva


Quando já não tinha espaço, pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei
Minha dança, os meu traços de chuva

E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser sua
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas
E assim, no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim, no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver
Nada do que eu fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
E mesmo que em ti me perca,
Nunca mais serei aquela
Que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas
E assim, no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim, no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver.

M.G.

terça-feira, dezembro 06, 2016

Meus devaneios


Pode parecer maluquice, mas ser "perfeitamente feliz" o tempo todo é uma mentira, é muito chato, é improdutivo e chega até a anular a criatividade. Meu sentido de felicidade é outro. Sou nuances de sentimentos, não tenho como ser diferente. Me pego triste em alguns momentos, em outros calmamente lúcida, em alguns totalmente insana, em outros extremamente alegre e por aí vou, me expressando com o corpo e a alma. Egoísta as vezes, dedicada sempre, a uma pessoa ou a uma ideia, onde raramente ideia e pessoa não combinam. Já passei da fase da "perfeição", busca ingrata e que não nos leva a lugar algum. Também a fase de agradar já ficou lá atrás. Sou sentimento e não costumo esconder nenhum. Me esforço por instantes belos, porque a vida é isso, cheinha de instantes que ficam distantes um milésimo de segundos depois. E vejo pessoas correndo atrás de uma tal felicidade que nem sabem ao certo o que seja, mas continuam correndo porque imaginam que seja tão complicada, que o simples é muito simples para ser ela. Para mim felicidade é essa coisa bagunçada aqui dentro, que hora ri, hora chora. É poder sentir com a pele da alma toda a dor e todo o amor. É me aceitar como realmente sou, cheia de imperfeições, sem me culpar por isso. Nesta tal felicidade eu acredito e nela quero viver o tempo todo!!! Sou assim, assim...


Elzinha Coelho

segunda-feira, novembro 28, 2016

Poema Alado


Não posso guardar poemas. Nascem de partos extremos e dolorosos, nascem das feridas, das fendas, dos buracos ainda abertos, das valas profundas, do barro tosco ainda sem forma, nascem das entranhas, estranhas, tamanhas... Nascem! 
Não posso guardar poemas. Já chegam ao mundo livres, leves e voam pela necessidade extrema do risco de voarem. Pela bela maneira de se expressarem. Por saberem que portas se abrirão para que entrem e feito pássaros que conheceram o cativeiro, envolvem , levitam e se jogam novamente à doce aventura do voo, da liberdade, buscando outras portas e janelas, deixando sementes nas mentes sem tramelas, trancas, travas ou sentinelas. Não posso guardar poemas...

Elzinha Coelho

sábado, novembro 26, 2016

Insights




Tenho tido alguns insights , me clareando, mostrando formas, aqui bem dentro, bem no fundo, aqui onde o escuro era profundo, era e já não é muito, pressinto até que já não é tanto... e no entanto ainda há muito o que clarear, trazer levezas, resgatar purezas, dissipar (in)certezas. Conquistar meus escuros, meus abismos,  derrubar meus muros... é isso... insights derrubando muros! 


Elzinha Coelho

terça-feira, novembro 15, 2016

CONEXÃO



Quero os sentidos na mesma frequência....
Quero o toque, a sintonia, o calor, a energia,
a sincronicidade, a magia, o cheiro, a alegria...

Eu quero o amor!
Quero ser amada...
Desejar e ser querida.
Entender e ser compreendida.
Tolerar e ser aceita.

E rir, rir muito...
Rir juntos, rir separados...
Só não quero chorar sozinha...

E dar meu colo, meu ombro,
meu corpo, minha alma...
Ficar por ficar... eu fico comigo.
Faz muito mais sentido!

Aquarela da italiana Silvia Pelisser

                                                                                                   Elzinha

domingo, novembro 13, 2016

O CAOS DE MIM




Reina em mim um desassossego, desses que faz tremer e me dá medo. Tira minha fome, o meu sono, e faz-me sentir a amargura de um extremo e completo abandono. Como que por sucção, me remeto para dentro do meu ser, só existe eu comigo agora... O silêncio é frio... ensurdecedoramente frio... E olho partes de mim que não quero conhecer Partes de mim que nunca quis ver. Como que hipnotizada, meu olhos não se desviam Fixos, inertes, contemplam o desalinho... E me revela, me desnuda. A dor impera, dilacera, rasga! Esta sou eu, toda desalinhada? Com tantos azedumes e fraquezas, raivas e mágoas represadas? Esta é você! me ouço dizendo... E só então entendo o que está acontecendo. E inicio o caminho de volta. Percebo que amadureci, que cresci. O lado bonito é muito fácil, é prazeroso, mas conhecer somente ele, é inevitavelmente desastroso!
Este caminho, cedo ou tarde Eu iria percorrer... Nesta busca incessante Do meu EU Do meu SER!
Elzinha Coelho

domingo, novembro 06, 2016

Jason Mraz - 93 Million Miles [Official Music Video]

A 240 mil milhas da Lua
Percorremos uma longa distância para pertencer a esse lugar
Para compartilhar essa vista da noite
Uma noite gloriosa
Além do horizonte há outro céu brilhante
Oh, minha nossa, que lindo
Oh, meu pai irrefutável
Ele me disse, filho, às vezes, pode parecer escuro
Mas a ausência da luz é uma parte necessária
Apenas tenha certeza de que você nunca está sozinho
Você sempre poderá voltar para casa
Casa
Casa
Você sempre pode voltar

sábado, novembro 05, 2016

Desabitada





Ela acredita em profundezas. Gosta de profundidades, o raso não a seduz nem lhe provoca coisa alguma. As profundezas que conhece já estão habitadas. Queria apenas uma, uma profundeza que houvesse espaço para as profundezas dela. Ali sim, estaria em paz, num abraço profundo e fecundo, onde nada mais lhe faltaria.

Elzinha Coelho

terça-feira, outubro 25, 2016

MÃOS




Mãos que apoiam, que afagam,
que tocam com cuidado
nossa alma de pecados
acalmando os nossos nãos.

Mãos que surgem sem ter pressa,
que conseguem sem promessas,
aprumar o desacerto
refazendo o nosso chão.

Mãos benditas que seguram
nossas frágeis mãos pequenas
tão confusas nos dilemas
que assombram o coração…

São as mesmas mãos serenas,
tão sinceras, tão amenas
que me fazem não descrer.
Estas mãos sempre serão
versos doces de um poema…


Elzinha Coelho

quinta-feira, outubro 20, 2016

Supplying me


É preciso em algum momento do dia, do mês ou da vida, dar um tempo e deixar o barulho do mundo longe dos ouvidos do coração. Já percebi que meus silêncios falam tão alto quando desligo o botão do som externo, que fica fácil escutar o que me vem de dentro. É claro que me vem coisas ruins de ouvir ou sentir, quem não as tem? Isto deixo de lado ou depois de entendê-las, jogo na caixinha do "some tudo", (sou fã desta caixinha) e me abasteço de todo o afeto guardado, das memórias que me trazem sabores e cheiros. A vida é um Deus nos acuda todo o tempo, então, se a gente pode desligar o tal botão, que façamos sempre. Sempre que o aperto chegue e a noite nos pareça mais escura, ou quando um arrepio de angustia nos percorre a espinha. As respostas estão todas lá, apenas nos espera. É do nosso lado de dentro que somos a verdadeira imagem que espelho nenhum reflete. Pro nosso lado de dentro o espelho é cego, os olhos alheios são cegos;  olhos do mundo são cegos e acreditem, este mundão não está nem aí para você ou para mim. Que sejamos propulsores do belo que há em cada um de nós. Que se possa trazer para fora, para este barulho infernal, um pouco da serenidade e da delicadeza sutil que nos habita. Certamente não será suficiente para transformar um mundo inteiro em curto tempo, mas será de bom tamanho para realizar maravilhas no nosso. Que me desculpem os que não sentem nada disso, eu sinto muito!

Elzinha Coelho


quarta-feira, outubro 19, 2016

Liniker - Zero

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar

A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar (e transpassei)

Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração

Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
A gente fica mordido, não fica?

Hodierno




Cuidado nas urgências do coração.
Nessa ânsia de se ter um amor
e receber na mesma fração,
qualquer ser é belo,
qualquer belo é bom!

Elzinha Coelho

terça-feira, outubro 18, 2016

Ferreira Gullar



"Pretendo que a poesia tenha
a virtude de, em meio ao sofrimento
e o desamparo,
acender uma luz qualquer,
uma luz que não nos é dada,
não desce dos céus,
mas que nasce das mãos
e do espírito dos homens."

segunda-feira, outubro 17, 2016

Abalo Seco



Bem pouco sei do que me falta. 
Nem mesmo sinto o que me excede. 
Sei que me calo por entre os dentes, 
e o que não falo me causa febre.

Sei que não sou fácil nem santa, 
nem tenho o encanto que tanto prego.
Entre minhas mãos guardei veneno, 
e prá muitas dores me fiz de cega.

Vejo ilusões cobrindo corpos 
de vaidades distorcidas, 
que enganam, mentem e matam 
sem pudores a própria vida.


Bem pouco sei do que me falta...

Elzinha Coelho

domingo, outubro 16, 2016

Intencionalidade


Ninguém vive bem sem um amor...

Pelo menos, sem a ilusão de tê-lo!

Elzinha Coelho

Amor Maduro


O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações.
Presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas.
Amplia-se com as ausências significativas.
O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo.
Mas vive dos problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem, o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro do outro – está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o
equilíbrio de carne e de espírito.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentou
criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.
Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não percebe, recebe.
Não exige, oferece.
Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.
Arthur da Távola

Poema do Pesapego


Queria ser como a água e contornar

Como o vento e passar

Somente ser a noite e brilhar

Apenas o colo que acolhe

Não sentir vontade de ficar...

Sem raízes, sem prisões

Sem esperas, nem demoras

Ser sem ter

Doar, ceder

Tecer a vida como o vento tece a água

Contornando e passando

Com pressa de ir embora...

Mas não se é tempo, nem água, nem vento
Somos presas,  pragas, pensamentos
Ligeirezas, ilusões, sentimentos

Somos dores, sabores, amores
Laços, temores, abraços
Confusas emoções, tênues traços

Sorrisos, perdas, memórias
Lágrimas, sonhos, cansaços
Espaços, lembranças, histórias

Somos o tudo num só momento
O eco, o oco, o profundo
O grito de dor no tormento
E o riso de alívio do mundo!


Elzinha Coelho

sexta-feira, outubro 14, 2016

VIDA




A vida tece as suas manhas e artimanhas
Nos enredando em seus novelos
Nas suas tramas


Conduzindo, fiando o fio
De toda gente
Entrelaçando nossos destinos


Criando laços
Desamarrando os nós
E embaraços


No fim de tudo
Com toda a graça

Se faz o manto

Que causa dor
Traz alegria
Revela encantos

É a tua vida
É a minha vida
Supremo Espanto!


Elzinha Coelho

quinta-feira, outubro 13, 2016

Ovo Frito




Ovo frito da melhor qualidade
Porque junto vem um beijo
Com gostinho de saudade

E oque pode ser melhor para ter,
que um ovo frito, um carinho e você?


Elzinha Coelho
(Brincando de poemar)

terça-feira, outubro 11, 2016

Insônia






É um desassossego que me tira a calma

De um não sei o que que não fala, cala


Me desaguando inteira, emudecida e fria


Nas noites insones...
                                             tensas galerias...



Elzinha Coelho 

domingo, outubro 02, 2016

Poesia? (Repostando)







Palavras soltas vejo em versos de prosopopéias psicodélicas, onde a palavra melhor escolhe o métrico método de ser mostrada. Amontoadas, as sílabas mansas travestidas  de inócuos brilhos, retratam no melhor estilo, a bagagem de quem lhe dá os trilhos. Ah falsos poetas! Oque não arranha tuas entranhas não é poesia. Não é poesia o que não amarga a tua saliva ou adoça a tua lágrima. O que não te sai de dentro em volúpias e arrepios, o que não te tira o sono e o sossego, o que não expõe os teus medos, tuas verdades, teus encantos, vindos dos confins de ti. Não é poesia o que não te vem de dentro em convulsivas ondas desavisadas, estampidos, estampadas. Fazes um mecânico gesto... que de poesia não tem nada!


Elzinha Coelho

Encontro (Repostando)


Nas frases soltas ditas sem pressa
Nos gestos suaves trocados sem medo
Guardando segredos
Embalando promessas
Brilhando os olhares
Os corpos em festa

Jurando amores
Eternos sabores
Dois seres se encontram
Se entregam, se têm
E os anjos de longe
Observando o encanto
Se entreolham sorrindo
E dizem... amém!

Elzinha Coelho

Dracma Perdida (Repostando)



Feito graveto fincado na areia
Como pedra no fundo de um poço
Feito mosquito preso na teia
Sou o frio do fundo do fosso 

Quanto de dor ainda há pela frente?
Quanto de esperas cabe na mente?
Quanto de tempo se perde do ausente?
Com qual medida se mede o que sente?

Alma perdida, engolida no espaço
Sou como o laço feito de nó
Como sereno em noite sem lua
Das cinzas que restam, eu sou o pó

Sou como o dia com nuvens de chuva
Sou como estrela cadente que cai
Sou raiz arrancada da terra
Sou como um barco a procura do cais


Elzinha Coelho


Em homenagem ao meu irmão Eduardo, que um dia irei encontrar e saber todas as respostas.

Minha poesia


Pode ser que em algum momento eu organize toda essa bagunça aqui, ou pode ser que não. Talvez se organizasse toda essa coisa que brota feito água das minhas pedras, meus jardins não seriam tão bonitos; minhas flores não teriam tantas cores, pelo menos para mim. Equalizo os sentidos, todos eles, visto a minha pele, me abasteço com palavras e saio por aí, verbalizando o contido, o restrito, solenemente e tão docemente, que o que antes seria impossível ser, acaba por nascer sendo. E aos poucos, bem lentamente, como hologramas a levitar nos meus céus, minha alma desenha suas formas... no meu mar, no etéreo e no papel. E assim sigo eu, com toda essa bagunça disfarçada,  antes de tudo ou de quase nada...


Elzinha Coelho

quarta-feira, setembro 28, 2016

É tempo de viver sem medo - Eduardo Galeano



Eduardo Hughes Galeano foi um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, entre os que mais gosto "AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA"(1971) que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.