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Mostrando postagens de Maio, 2014

Claro feito água

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A alma não tem segredo
Que o comportamento 
Não revele!


Lao Tse

Sem espaço

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Queria me caber aqui
Queria me fazer caber
Caber no retrato,
no momento,
no ato
Queria me caber em mim...



Elzinha Coelho


Espelho

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Meu espelho me diz que sou forte. As vezes não acredito nele. Outras vezes o acho tão leal e fiel que minha vontade era ficar lá dentro. Dentro do espelho. Ser o meu reflexo. Ser tudo o que ele me fala. Ser ele...


Elzinha Coelho

Sozinha...

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O silêncio é como o escuro... frio e sem norte...
Me sinto silenciosamente só!


Elzinha Coelho

Esperas

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O que não me cabe transborda metros fora de mim, fora daqui, para muito além do que posso ir. O interminável tiquetaquear do relógio, transcende, transpassa tempos, num ritmo que o dono do tempo tem, só ele tem.  A sina do tempo é verbalizar o ir. Sempre indo e indo, passando e passando. Transbordo um tempo que não cabe aqui, que não cabe em si, que não me cabe. 

Elzinha Coelho

Você aprende!

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Mãos

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Mãos que apoiam, que afagam
Que tocam com cuidado
Nossa alma de pecados
Acalmando os nossos nãos

Mãos que surgem sem ter pressa
Que conseguem sem promessas
Aprumar o desacerto
Refazendo o nosso chão

Mãos benditas que seguram
Nossas frágeis mãos pequenas
Tão confusas nos dilemas
Que assombram o coração






São as mesmas mãos serenas
Tão sinceras, tão amenas
Que me  fazem não descrer
Estas mãos sempre serão
Qual versos doces de um poema




Elzinha Coelho

Dracma perdida

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Feito graveto fincado na areia
Como pedra no fundo de um poço
Feito mosquito preso na teia
Sou o frio do fundo do fosso 

Quanto de dor ainda há pela frente
Quanto de esperas cabe na mente
Quanto de tempo se perde do ausente
Com qual medida se mede o que sente

Alma perdida, engolida no espaço
Sou como o laço feito de nó
Como sereno em noite sem lua
Das cinzas que restam, eu sou o pó

Sou como o dia com nuvens de chuva
Sou como estrela cadente que cai
Sou raiz arrancada da terra
Sou como um barco a procura do cais


Elzinha Coelho


Assim... assim...

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Vazio sem medida

Sem começo

Sem fim


Vazio que me transborda

Transcende a alma

Afugenta a calma


Me tira o prumo

Me faz sem rumo

Me deixa assim


Apartada de mim...



Elzinha Coelho