Mãos


Mãos que apoiam, que afagam
Que tocam com cuidado
Nossa alma de pecados
Acalmando os nossos nãos

Mãos que surgem sem ter pressa
Que conseguem sem promessas
Aprumar o desacerto
Refazendo o nosso chão

Mãos benditas que seguram
Nossas frágeis mãos pequenas
Tão confusas nos dilemas
Que assombram o coração






São as mesmas mãos serenas
Tão sinceras, tão amenas
Que me  fazem não descrer
Estas mãos sempre serão
Qual versos doces de um poema




Elzinha Coelho