MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

quarta-feira, junho 25, 2014

Coração


Por ser grande, o coração observa, absorve, destempera
Por ser livre ele escolhe, encolhe, acelera
Por ser forte ele bate, apanha, se esmera
Por ser um ele divide, multiplica e impera

Só o coração vai te fazer acertar a direção...
Coração sem razão
Sem medo
Sem meio
Sem não!


Elzinha Coelho

terça-feira, junho 17, 2014

Minha poesia

Pode ser que em algum momento eu organize toda essa bagunça aqui, ou pode ser que não. Talvez se organizasse toda essa coisa que brota feito água das minhas pedras, meus jardins não seriam tão bonitos; minhas flores não teriam tantas cores, pelo menos para mim. Equalizo os sentidos, todos eles, visto a minha pele, me abasteço com palavras e saio por aí, verbalizando o contido, o restrito, solenemente e tão docemente, que o que antes seria impossível ser, acaba por nascer sendo. E aos poucos, bem lentamente, como hologramas a levitar nos meus céus, minha alma desenha suas formas... no meu mar, no etéreo e no papel. E assim sigo eu, com toda essa bagunça disfarçada,  antes de tudo ou de quase nada...


Elzinha Coelho



Meu traço


Eu sou contundente, incisiva, diferente. Não gosto de pessoas que não sabem onde estão e o que querem. Pessoas divididas, mal resolvidas. Para mim, é sim ou não! Quando gosto, gosto de verdade, quando não....não faço caridade. Pensamentos e atos dispersos me irritam; mal humor me afasta; falta de atenção me emudece; falta de carinho então.....esquece! Não se iludam pensando que antes disso tudo não tentei nada.....ah! tentei tudo, mas como tudo tem um limite nisto, o meu apesar de amplo....................... contundente e incisivamente.......... desisto!


 Elzinha Coelho

quinta-feira, junho 12, 2014

Aforismos meus


Abraço esta vida como quem se agarra ao um restinho de nada que ainda insiste em me dar uma chance. Agarro o dia como se não viessem outros, como se o agora nascesse sem o depois. Faço o meu hoje, pleno. Vivo sem certezas, nunca comunguei com elas. Costuro as horas fora do relógio, longe dos ponteiros. Posso até não dar tudo que esperam de mim, mas dou tudo que posso e do jeito que sei. Caminho às vezes alguns lugares meus, aonde nunca havia estado antes, e quando isso acontece, vejo o quanto ainda tenho de estrada para me percorrer. Meu dia é longo... minha alma é livre!

quarta-feira, junho 11, 2014

O avesso (Relendo)

Não sou o que espera nem o que pensa, não sou nem de longe o que você quer por perto. Sou o errado na tua ideologia; o retrato do que te incomoda...mas to na moda. Não uso minha simpatia pro que não me serve só para ser aceita, não tenho receita, sou feita de pitadas de todo tipo de ingredientes, não sou ausente quando me precisam, mas fico invisível se não faço falta. Eu incomodo os hipócritas e sou amada pelos simples. Sou uma vastidão de sims e nãos. Não acredito em insistências, principalmente na área do coração. Sou um feixe de energias que compartilho aleatoriamente, e só atraio o que me faz contente, pro que não me faz bem eu digo não. Gosto do diferente, do sinceramente simples e comovente. E felicidade é isso, um estado de alma, um sentido único e pessoal. O que te faz feliz, não sei, mas com certeza não sou eu... sou sem nexo, sou o concavo, o convexo... Sou o que sou..... o avesso dos sonhos teus.


Elzinha Coelho

quinta-feira, junho 05, 2014

Levado no tempo


O que ficou por dizer
perdeu-se no vento...
O que era bom não existe
findou-se no tempo...

Os dias de cores
hoje tão tristes...
mansamente fluíram...
lentamente escaparam...
para sempre sumiram...

no balanço perfeito
do silêncio do tempo
levando você
e o meu pensamento...

Elzinha Coelho

Só hoje

Chego ao céu com a mesma velocidade com que vou ao inferno. Ao meu inferno! Todo feito de perguntas sem respostas, de escuros sem ecos, onde a luz não se faz, onde o calor não chega, onde o amor machuca, onde a dor é cruel... e santa. Inferno de mim...que me habita, me excede... me deixa assim.


Elzinha Coelho

terça-feira, junho 03, 2014

Frágil feito vidro


É nos meus devaneios que sempre me encontro e me perco, onde o instante intrigante é distante e a dor me fala e eu me calo. Nesta minha mente que mente e que finge não sentir o que sente e que imprópria, segue descrente. Nesta minha sala, onde tudo que existe me abala, onde o som do trovão se instala e me faz perdida de mim. Nestes meus engodos me mostro, me instalo, me faço...
... de forte, estrutura de aço!!!


Elzinha Coelho