MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

sexta-feira, janeiro 31, 2014

E assim é...


Tudo se vai... Os momentos se vão, bons momentos sempre se vão. As pessoas com suas histórias, memórias, seus sorrisos, suas confusas emoções também se vão. Os beijos secam, as vozes calam...mãos distantes já não tocam, já não sentem... O que era prá sempre acabou na esquina. Três quadras de prá sempre e o prá sempre já era. E a gente segue insistindo, se iludindo, tentando não pensar que tudo passa, que sempre tudo o que é bom acaba, vira nada, poeira, pó... e só!

Elzinha Coelho

quarta-feira, janeiro 29, 2014

* * *


Sentimentos são amarras,  linhas invisíveis que prendem... roubando movimentos... aprisionando mentes...


Elzinha Coelho

quinta-feira, janeiro 09, 2014

AMANHECENDO EM MIM....


Ontem entristeci...
E anoiteci logo que amanheceu
O orvalho gelado ainda na pele
O tom pastel do meu sorriso sem jeito
(Ou um ensaio de riso refletido no espelho?)
Dava ares de poucos amigos...
Nublei como um céu em dia de chuva
E chovi pelos olhos
Chovi pelos poros
Chovi pelos cantos
Chovi como nunca
E a chuva molhava
A chuva envolvia
A chuva limpava
A chuva chovia
E aliviava a noite sem lua
E por minhas ruas escuras passava
Desanuviando a hora tardia
E sem me dar conta já me amanhecia...

Elzinha Coelho 

ILUSÃO


Tudo o que é bom
Nunca é bom o bastante
Sempre o que nos faz bem
Faz bem só por instantes
Não somos o que queremos
Somos o que podemos ser
Não temos o que sonhamos
Apenas o que podemos ter
E nessa lida da vida
Nesta roda que gira e não para
Buscamos sempre mais longe
A flor que nos parece mais rara...

Elzinha Coelho

COTIDIANO


A gente se acostuma
com a falta do dinheiro
com o relógio e seu ponteiro
com feijão sem tempero
com metades ou inteiros

A gente se acostuma
sem flores na janela
chuva sem telhado
gesto sem cuidado
perdas e esperas

A gente se acostuma
com a dor que dá no calo
com desmandos ou regalos
com o tempo que é fato
com o real ou o abstrato

A gente se acostuma
com a falta de carinho
com pássaro sem ninho
com a vida em desalinho
com o silêncio ou o burburinho

A gente se acostuma
E se esmera neste ato
Sem pressentir que lentamente
Deixamos de ser vida
E nos tornamos um retrato


Elzinha Coelho