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Fazer poesia...

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Fazer poesia não é pensar a palavra, o tema, a rima Se for desgastante, nem tente Fazer poesia é coisa da alma E a alma não pensa Ela sente Elzinha Coelho

Em dias de ironia... O irônico e contraditório "Envelhecer"

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Não vejo que envelhecer seja um bom negócio. A gente perde, a gente ganha, tudo bem, ganha-se mais sabedoria e daí? nem dá pra consertar muita coisa. E perde muito, perde-se o colágeno, os pelos, os cabelos; perde-se os entes, os dentes. Perde-se os parentes, se bem que alguns desses nem se sente; os músculos, a visão. E vai se perdendo aqui e ali memórias, histórias, a audição, a vontade de dizer sim ou não. Perde-se o tato, o contato, os sapatos, perde-se a ebulição. Se ganha também, uma incontinência, dores nas juntas, na lombar e na consciência. Ganha-se demência, perde-se a prudência, a sensatez, a malemolência. Em ve lhe cer = E vem lhe ser mais penoso o descompasso dos passos, do levantar dos braços, raros os abraços. Não vejo que envelhecer seja um bom negócio...vejo não... Elzinha Coelho
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Quem???

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Há simplicidade no ar, cheiros de novidades, sussurros de intenções, busca da claridade. Há música nos corações, afeto nas pretensões. Há carinho no olhar, sorriso no despertar. A alma se agiganta impregnada de esperanças... saturada de desejos. Há abraços esperados, sorrisos despojados... Vontade aberta, escancarada, sincera de ser melhor, de crescer, amadurecer. Realmente há brilhos no ar, no olhar, no ato, no pensar. Há luzes por todo canto, por fora e por dentro... da alm a ao firmamento. Uma corrente de encanto que revigora, que fortalece e o que foi bom a gente guarda, o que não foi, a gente esquece . RECOMEÇAR... REAMAR... REENTENDER... REASCENDER... REINVENTAR... novos caminhos, outras verdades... outros carinhos, novas saudades... na grande roda que é a vida... NA GRANDE VIDA QUE É A NOSSA! Elzinha Coelho 

O fim (Efemeridades)

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O relógio na parede a lembar que passa o tempo e o prego,  num arrebatamento de espanto e lamento,  um dia cansa de segurar o tempo tanto tempo, por fim, acabam no esquecimento, o tempo, o prego, o movimento... Elzinha Coelho

A espera...

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Um belo dia você vai chegar E me fazer esquecer a espera E os teus braços irão me enlaçar E me mostrar que o céu é na terra A minha boca irá mapear Sem pressa, medo ou cansaço Tua alma linda que reconheci Naquele olhar que me lançou pro espaço E o reencontro se repetirá Em noites e noites de pleno abandono Esquecer pequenices que permeiam o mundo Para vivermos aqui o nosso sonho Não se demore, porém, meu querido O tempo é duro, implacável, cruel Façamos da nossa distância, pretexto Para chegarmos juntos no céu Elzinha Coelho