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Há simplicidade no ar, cheiros de novidades, sussurros de intenções, busca da claridade. Há música nos corações, afeto nas pretensões. Há carinho no olhar, sorriso no despertar. A alma se agiganta impregnada de esperanças... saturada de desejos. Há abraços esperados, sorrisos despojados... Vontade aberta, escancarada, sincera de ser melhor, de crescer, amadurecer. Realmente há brilhos no ar, no olhar, no ato, no pensar. Há luzes por todo canto, por fora e por dentro... da alm a ao firmamento. Uma corrente de encanto que revigora, que fortalece e o que foi bom a gente guarda, o que não foi, a gente esquece . RECOMEÇAR... REAMAR... REENTENDER... REASCENDER... REINVENTAR... novos caminhos, outras verdades... outros carinhos, novas saudades... na grande roda que é a vida... NA GRANDE VIDA QUE É A NOSSA! Elzinha Coelho 

O fim (Efemeridades)

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O relógio na parede a lembar que passa o tempo e o prego,  num arrebatamento de espanto e lamento,  um dia cansa de segurar o tempo tanto tempo, por fim, acabam no esquecimento, o tempo, o prego, o movimento... Elzinha Coelho

A espera...

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Um belo dia você vai chegar E me fazer esquecer a espera E os teus braços irão me enlaçar E me mostrar que o céu é na terra A minha boca irá mapear Sem pressa, medo ou cansaço Tua alma linda que reconheci Naquele olhar que me lançou pro espaço E o reencontro se repetirá Em noites e noites de pleno abandono Esquecer pequenices que permeiam o mundo Para vivermos aqui o nosso sonho Não se demore, porém, meu querido O tempo é duro, implacável, cruel Façamos da nossa distância, pretexto Para chegarmos juntos no céu Elzinha Coelho

Razões... cada um com a sua!

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A razão que não impede o prego do atrito do martelo Que arrisca o risco e não impede o flagelo É a mesma que cola uma língua na outra e diz-se - Que belo! Elzinha Coelho

Conformidades

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Já não tenho o tempo que eu tinha. Nem mesmo sou aquela que eu era. Descarrego bagagens pesadas demais, aliviando o peso das horas passadas. Conservo somente o tempo vivido; bom ou ruim, foi um tempo sentido. Nos sorrisos compartilhados envio mensagens de alívio ou de dor. Poucos me lê em, bem poucos e saber disso não me incomoda. Cada vez mais, me torna fácil ficar longe de contradições, já não quero agradar; entre o que sinto e o que digo reside somente o bom senso em não machucar, ser o que sou tem me bastado. O silencio tem sido resposta para onde a palavra não consegue chegar. Tenho gostado da minha presença em mim e as ausências não mais me importam. Já não tenho o tempo que eu tinha, mas também, não sou mais aquela que eu era. Elzinha Coelho

Mais amor de verdade, por favor!

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As pessoas andam por aí em busca de pessoas. A insatisfação está me parecendo crônica. O superficial, o raso, o morno, o quase nada, tem sido o que basta aos montes. Quantidade tem sido a opção em detrimento da qualidade. Tudo muito rápido. O bom, o simples, o que se tem, o que  traz paz, prazer e leveza ao coração não sacia. Sempre se imagina que ainda exista algo melhor e que merecem esse melhor. Nesta busca acabam por não experimentar o bom que se tem. Acabam por não construir relacionamentos sólidos, verdadeiros, leais, perdendo o essencial, simplesmente por não acharem tempo de "ver" o que possuem.  É muito triste o panorama. Vejo corações inquietos, desleais e de tamanha pequenez que me assusta. Banalizam o "Eu te amo" de uma maneira tão irresponsável que são capazes de dizer isso a mais de uma pessoa num curto espaço de tempo. Querem se sentir amados apenas, doar-se nem pensar, não querem arcar com o preço. Amor exige renúncia, dedicação, verdade e reci...

Saturnando

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Senhor do tempo e da razão És o Saturno a me orbitar Taciturno mensageiro Mistério estelar... Pulsa, repulsa Ondas do mar na areia Meus pés, tu vens tocar... Misterioso mensageiro Taciturno estelar Orbita na ventania Com seus anéis a me enlaçar Saturnesco inquiridor Inquieto condutor Telúrica transcendência  Amálgama dos dons de amar                                                                                            Elzinha Coelho