Postagens

Azul

Imagem
E o céu é azul e o azul traz calma. Sonolentas cores adormecem dores, afagam amores, dissabores, penalizam o vil que em seu covil, espreita. Dentro de si, mil cães conflitam e o azul ressoa, impondo o silêncio da paz buscada. A paz pintada de branco, é azul. A paz do céu é azul. E aqui neste peito meu o azul amansa, sereno e plácido, terno e dúbio, descansa... Elzinha Coelho

Essa Força

Imagem
Que força é essa que mora aqui dentro e briga comigo a todo momento? A quem pertence as vontades que me habitam senão a mim? Quantos seres sou eu? O que é esta estranheza que me detêm das coisas que quero mas não me  convence  ? Andarilha da vida eis o que sou. Itinerante, errante, libertária, amante do mundo em todas as suas contradições, sou eu a própria contradição encerrada em mim mesma. Estou entre o que me foi imposto e o que descobri por mim. Sou assim, uma estrada que se mostra visível a cada passo que dou; não a vejo em toda a sua extensão, apenas a cada passo que dou... e é esta antagônica estrada, a minha própria libertação! Elzinha Coelho

A Pedra e a Luz

Imagem
Há de haver nalgum lugar o  que a luz me reserva.  Há de estar esculpido,  o  inacabado, o indefinido  na  solidez dalguma pedra. Marcas efêmeras na areia seguem meus pés, mas nas pedras, jazem. A luz há de me buscar, há de me encontrar, há de me acolher! Elzinha Coelho

Passarela

Imagem
Não suporto me importar com quem não se importa em me magoar... mas eu me importo e me incomoda me importar....  Me incomoda perceber no sorriso oferecido algum interesse escondido que só se guarda no pensar... Me importo com a  atitude gratuita que por vezes é tão rude que nem dá prá disfarçar... Me importo....  queria não me importar... Elzinha Coelho

TOTAL... MENTE

Imagem
Uma parte qualquer do todo que sou Ama uma parte qualquer do todo que és E todas as outras partes de nós Acalentam a idéia de totalizar E a mim cabe saber Que amar e morrer é como apagar O que um dia foi dito ou ficou por dizer E num novo sentido, recomeçar O pouco que sou E esta parte que és Desejam um lado E o outro não quer E no final O total não vira regra E seguimos nós  Esperando... qual o primeiro que se entrega? Elzinha Coelho

Poema dos Extremos

Imagem
Costume de falar o que pensa Mania de mostrar o que sente Fobia por quem mente Pavor de descuidados Horror de descontentes Queria dar um jeito Neste meu jeito sem jeito Mas não encontro jeito De mudar este estado Todo desajeitado... Então eu sigo em frente Sou assim e sou contente Não sei ser de outro jeito Não sei ser diferente... Um dia ainda aprendo A ter menos aversão Pelos que ainda tentam Esconder de mim  O que na verdade são! Elzinha Coelho

Trilho Frio

Imagem
Qual é a função tua na minha vida? Qual a minha na tua? Verdade crua que nua Não me aquece Saber que para tudo existe a prece Que me entontece quando Emudecida a boca não crê O que o olho não vê E de brutalidades encharco o peito E esbarro em mim, tropeço em fendas Das feridas abertas que pedem urgências Nos desatinos, nas evidências E cega e surda a boca cala Mente oque a mente diz e não fala Como a seguir entre as ruínas Que o coração prega, prende e embala Trilho frio que me percorre há séculos Na busca insana de qualquer sentido Na vida, na morte No canto, na sorte Qual a função tua na minha Qual a minha na tua VIDA? Elzinha Coelho