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FENIX

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Meu poema traduzido manualmente por meu carinhoso amigo,  Claudio Finarelli,    Arquiteto que vive na doce cidade de Chieti, na amada Itália,  GRATIDÃO!  FENIX Este poema faz parte do livro "Antologias Sul e Sudeste em Prosa e Verso" publicado no ano de 2014

Fazer poesia...

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Fazer poesia não é pensar a palavra, o tema, a rima Se for desgastante, nem tente Fazer poesia é coisa da alma E a alma não pensa Ela sente Elzinha Coelho

Em dias de ironia... O irônico e contraditório "Envelhecer"

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Não vejo que envelhecer seja um bom negócio. A gente perde, a gente ganha, tudo bem, ganha-se mais sabedoria e daí? nem dá pra consertar muita coisa. E perde muito, perde-se o colágeno, os pelos, os cabelos; perde-se os entes, os dentes. Perde-se os parentes, se bem que alguns desses nem se sente; os músculos, a visão. E vai se perdendo aqui e ali memórias, histórias, a audição, a vontade de dizer sim ou não. Perde-se o tato, o contato, os sapatos, perde-se a ebulição. Se ganha também, uma incontinência, dores nas juntas, na lombar e na consciência. Ganha-se demência, perde-se a prudência, a sensatez, a malemolência. Em ve lhe cer = E vem lhe ser mais penoso o descompasso dos passos, do levantar dos braços, raros os abraços. Não vejo que envelhecer seja um bom negócio...vejo não... Elzinha Coelho
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Quem???

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Há simplicidade no ar, cheiros de novidades, sussurros de intenções, busca da claridade. Há música nos corações, afeto nas pretensões. Há carinho no olhar, sorriso no despertar. A alma se agiganta impregnada de esperanças... saturada de desejos. Há abraços esperados, sorrisos despojados... Vontade aberta, escancarada, sincera de ser melhor, de crescer, amadurecer. Realmente há brilhos no ar, no olhar, no ato, no pensar. Há luzes por todo canto, por fora e por dentro... da alm a ao firmamento. Uma corrente de encanto que revigora, que fortalece e o que foi bom a gente guarda, o que não foi, a gente esquece . RECOMEÇAR... REAMAR... REENTENDER... REASCENDER... REINVENTAR... novos caminhos, outras verdades... outros carinhos, novas saudades... na grande roda que é a vida... NA GRANDE VIDA QUE É A NOSSA! Elzinha Coelho 

O fim (Efemeridades)

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O relógio na parede a lembar que passa o tempo e o prego,  num arrebatamento de espanto e lamento,  um dia cansa de segurar o tempo tanto tempo, por fim, acabam no esquecimento, o tempo, o prego, o movimento... Elzinha Coelho

A espera...

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Um belo dia você vai chegar E me fazer esquecer a espera E os teus braços irão me enlaçar E me mostrar que o céu é na terra A minha boca irá mapear Sem pressa, medo ou cansaço Tua alma linda que reconheci Naquele olhar que me lançou pro espaço E o reencontro se repetirá Em noites e noites de pleno abandono Esquecer pequenices que permeiam o mundo Para vivermos aqui o nosso sonho Não se demore, porém, meu querido O tempo é duro, implacável, cruel Façamos da nossa distância, pretexto Para chegarmos juntos no céu Elzinha Coelho

Razões... cada um com a sua!

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A razão que não impede o prego do atrito do martelo Que arrisca o risco e não impede o flagelo É a mesma que cola uma língua na outra e diz-se - Que belo! Elzinha Coelho

Conformidades

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Já não tenho o tempo que eu tinha. Nem mesmo sou aquela que eu era. Descarrego bagagens pesadas demais, aliviando o peso das horas passadas. Conservo somente o tempo vivido; bom ou ruim, foi um tempo sentido. Nos sorrisos compartilhados envio mensagens de alívio ou de dor. Poucos me lê em, bem poucos e saber disso não me incomoda. Cada vez mais, me torna fácil ficar longe de contradições, já não quero agradar; entre o que sinto e o que digo reside somente o bom senso em não machucar, ser o que sou tem me bastado. O silencio tem sido resposta para onde a palavra não consegue chegar. Tenho gostado da minha presença em mim e as ausências não mais me importam. Já não tenho o tempo que eu tinha, mas também, não sou mais aquela que eu era. Elzinha Coelho

Mais amor de verdade, por favor!

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As pessoas andam por aí em busca de pessoas. A insatisfação está me parecendo crônica. O superficial, o raso, o morno, o quase nada, tem sido o que basta aos montes. Quantidade tem sido a opção em detrimento da qualidade. Tudo muito rápido. O bom, o simples, o que se tem, o que  traz paz, prazer e leveza ao coração não sacia. Sempre se imagina que ainda exista algo melhor e que merecem esse melhor. Nesta busca acabam por não experimentar o bom que se tem. Acabam por não construir relacionamentos sólidos, verdadeiros, leais, perdendo o essencial, simplesmente por não acharem tempo de "ver" o que possuem.  É muito triste o panorama. Vejo corações inquietos, desleais e de tamanha pequenez que me assusta. Banalizam o "Eu te amo" de uma maneira tão irresponsável que são capazes de dizer isso a mais de uma pessoa num curto espaço de tempo. Querem se sentir amados apenas, doar-se nem pensar, não querem arcar com o preço. Amor exige renúncia, dedicação, verdade e reci...

Saturnando

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Senhor do tempo e da razão És o Saturno a me orbitar Taciturno mensageiro Mistério estelar... Pulsa, repulsa Ondas do mar na areia Meus pés, tu vens tocar... Misterioso mensageiro Taciturno estelar Orbita na ventania Com seus anéis a me enlaçar Saturnesco inquiridor Inquieto condutor Telúrica transcendência  Amálgama dos dons de amar                                                                                            Elzinha Coelho

Na minha pele

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Sou nas tardes longas, a que espera  Nas noites insones, a que acredita Sou a que não descrê e não pondera A que  não sucumbe  na desdita Sou a que de versos enfeita as horas Que de flor veste os dias Aquela de olhos serenos A que por dentro é calmaria Sou do simples, o fiasco Do caminho de luz, sou lastro Dos luzentes brilhos noturnos, o pó Imensidão incongruente e incompleta Meta de meios inespecíficos Parte de um todo ainda ausente Sou semente, sou delírio Sou a que é , sou a que sente... Elzinha Coelho

Ainda

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Ainda que lá fora eu chore Ainda que aqui dentro eu chova Mesmo que o frio implore Na minha alma, não encontra abrigo Ainda que o desmedido invente Ainda que o descumprido intente Mesmo que o frio implore Na minha alma, não encontra abrigo Ainda que o aparente vença Ainda que a fogueira queime Mesmo que o frio implore Na minha alma, não encontra abrigo Ainda que um fim seja a premissa Do folego ínfimo desistir Um só lampejo bastaria Pro amor em mim, resistir Elzinha Coelho

SOLICITUDE (SOLITUDE)

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A solidão com a qual me visto, tão leve, plena, me faz serena. Acalma a alma e qual chuva branda, me refrigera a mente. E tudo o que se sente expande em cores, solta as correntes, afrouxa as dores. A solidão tão solícita e presente, me deixa ausente das pressas e das promessas, e feito amigo inocente, que me ama simplesmente, me acompanha nestas horas, tão raras, tão efêmeras, na busca da essência enfim... do brilho com que me pintam, da luz que habita em mim.  Elzinha Coelho

NA CONTRAMÃO

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O banal institucionalizado, e na contramão, a escolha de quem não quer ser escolhida, de quem não segue os seguidos nem os seguintes. Levar a vida e não me deixar levar por ela; o lema de quem não dança como toca a banda.  Nas paredes as aquarelas mostram os conceitos estúpidos, mas aceitos como normais pelos gerais e a anormal geme conceitos inaudíveis, intraduzíveis, ininteligíveis, não se fala a minha língua. Sou estrangeira no meu próprio mundo, sou o absurdo. Sou a fé no que não há? E se há, aonde está? Aonde foi parar aquela gente "fina, elegante e sincera", que sente e de repente não tem medo de arriscar? Em que paragens foi morar a crença de criança que já as habitou? Sonhadora eis o que és, dizem-me alguns, afinal, escreves poemas, suas lentes vêem diferente? Sou a exceção, o indefinível e inexplicável modo de ver a vida e toda a sua complexidade; sina de poeta? Trago na minha bagagem apenas um Eu liberto. Livre do que é imposto e aposto ser mais leve o meu com...

(DES) CONEXÃO

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Conexões desconexas Tecnologias anoréxicas Automático ligado Ato sem fato Sem fardo Premissa inconclusa Do si Do mim Do eu Falta do afeto Estéreis trocas Frias, distantes Acidulantes vitais Toques de teclas Telas de toque Enfoque no play Volúveis perfis Ficção, fixação Vínculos efêmeros Alienação! Elzinha Coelho

Tragando

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Trago todas as estradas percorridas. A poeira da pele, dos olhos a areia. Trago a imensidão de todo o risco que corri, de cada cisco que senti tocar no couro, arder na cara. Trago o gosto do sal na língua, do sangue da boca. Trago a mente louca! Ai de mim... Trago a vida até o fim! Elzinha Coelho

Menina mulher que olhava o céu - Luzia Madalena Granato

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Este lindo poema:"Menina-Mulher que olhava o céu", da Poetiza Luzia Madalena Granato, da cidade de Ribeirão Preto, se realizou com melodia de  William Paganini , professor e musico maravilhoso.

PRECE

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Do sonho ela fez poesia Como numa prece sussurrando ao silêncio Pedindo aos anjos e santos Proteção ao que no peito lhe ardia E era tão grande essa dor Que temendo então sucumbir Apertou-a com as mãos cerradas Tentando em vão por-lhe fim Mas sabia ser impotente Diante de dor lacerante Queimava-lhe fundo na alma A inexorável partida do amante Ele,  por dias  sem fim Habitou seu ser mais profundo Fazendo-a protegida e segura Do mau que havia no mundo Agora, mãos jazem inertes Corpo treme, cabeça rodopia Do sonho sonhado, nada resta Nem cantos, encontros, nem fantasias Só a prece, os santos e a poesia... Elzinha Coelho