MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

sexta-feira, maio 30, 2014

Claro feito água


A alma não tem segredo
Que o comportamento 
Não revele!


Lao Tse

Sem espaço


Queria me caber aqui
Queria me fazer caber
Caber no retrato,
no momento,
no ato
Queria me caber em mim...



Elzinha Coelho



quinta-feira, maio 22, 2014

Espelho

Meu espelho me diz que sou forte. As vezes não acredito nele. Outras vezes o acho tão leal e fiel que minha vontade era ficar lá dentro. Dentro do espelho. Ser o meu reflexo. Ser tudo o que ele me fala. Ser ele...


Elzinha Coelho

quarta-feira, maio 21, 2014

Sozinha...



O silêncio é como o escuro... frio e sem norte...

Me sinto silenciosamente só!



Elzinha Coelho

segunda-feira, maio 19, 2014

Esperas


O que não me cabe transborda metros fora de mim, fora daqui, para muito além do que posso ir. O interminável tiquetaquear do relógio, transcende, transpassa tempos, num ritmo que o dono do tempo tem, só ele tem.  A sina do tempo é verbalizar o ir. Sempre indo e indo, passando e passando. Transbordo um tempo que não cabe aqui, que não cabe em si, que não me cabe. 


Elzinha Coelho

domingo, maio 18, 2014

Você aprende!


Mãos


Mãos que apoiam, que afagam
Que tocam com cuidado
Nossa alma de pecados
Acalmando os nossos nãos

Mãos que surgem sem ter pressa
Que conseguem sem promessas
Aprumar o desacerto
Refazendo o nosso chão

Mãos benditas que seguram
Nossas frágeis mãos pequenas
Tão confusas nos dilemas
Que assombram o coração






São as mesmas mãos serenas
Tão sinceras, tão amenas
Que me  fazem não descrer
Estas mãos sempre serão
Qual versos doces de um poema




Elzinha Coelho

terça-feira, maio 13, 2014

Dracma perdida


Feito graveto fincado na areia
Como pedra no fundo de um poço
Feito mosquito preso na teia
Sou o frio do fundo do fosso 

Quanto de dor ainda há pela frente
Quanto de esperas cabe na mente
Quanto de tempo se perde do ausente
Com qual medida se mede o que sente

Alma perdida, engolida no espaço
Sou como o laço feito de nó
Como sereno em noite sem lua
Das cinzas que restam, eu sou o pó

Sou como o dia com nuvens de chuva
Sou como estrela cadente que cai
Sou raiz arrancada da terra
Sou como um barco a procura do cais


Elzinha Coelho


domingo, maio 11, 2014

Assim... assim...



Vazio sem medida

Sem começo

Sem fim


Vazio que me transborda

Transcende a alma

Afugenta a calma


Me tira o prumo

Me faz sem rumo

Me deixa assim


Apartada de mim...



Elzinha Coelho