MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

sexta-feira, março 28, 2014

Assim... assim...


Se teu dedinho do pé encontra pela frente um pé de mesa, vai doer!!!! Assim somos nós, dedinhos do pé trombando em pés de mesa. A dor dói, é a função dela. A nossa é sentir. E como tudo passa, dor passa também. E como é bom saber que entre os pés de mesa e nossos dedinhos, existe sempre espaço para dançar!

Elzinha Coelho

terça-feira, março 25, 2014

E só...


Hoje eu só quero um abraço
Para aliviar meus medos, meus cansaços
Minhas culpas, meus fracassos... 
Quero o gesto terno de um toque
Ou o silêncio do olhar
O gosto doce de um sorriso
O verbo, o ato
Sem desalinho
Apenas cuidado...
Apenas carinho...
Só hoje, e amanhã...e depois de amanhã.....e depois.....e depois....


Elzinha Coelho

Distância...




Não estamos longe

Estamos dentro

Do instante

Do pensamento







Elzinha Coelho

domingo, março 23, 2014

OLHARES


Existem três formas de olhar o mundo:

OLHAR DA CARNE, um olho físico, estrutural, capaz de enxergar a matéria pura e simplesmente. Enxerga apenas o aparente: é o "ver por ver"

OLHAR DA RAZÃO, mais refinado que o olhar da carne, pois permite que, ao olharmos para alguém ou algo, sejamos capazes de analisar racionalmente essa visão, pensar sobre ela. O olhar da razão é o da ciência, para o qual tudo precisa ser provado: é o "ver para crer"

OLHAR DA CONTEMPLAÇÃO, este é um olhar todo especial, está em comunhão com a grandeza da natureza: é o "ver além". Quando olho para alguém ou algo com esse olhar, não estou me detendo apenas no que é nem em como funciona. Quando olho com este olhar, estou sentindo. Minha percepção me traz uma clareza maior e sentimentos que me tocam de forma profunda, porque não apenas vejo, mas entro em comunhão com o que está diante de mim. Quando olho para você com este olhar, você é muito mais do que eu posso perceber, enxergar ou entender; é o que eu posso sentir.



(Pensamento de São Boaventura, teólogo do séc.XIII) Do livro de Anderson Cavalcanti - "O que realmente importa?"

Ciúme??


A imaginação nos engana
Sua lente é potente e mente
Mente absurdamente
Além do conto
Além do ponto
Além da gente...



Elzinha Coelho

quinta-feira, março 20, 2014

O Tempo


No compasso de um pesar longo e profundo 
O tempo ocupa sem pudores nossos espaços
Tantos céus, sóis, tantos mundos
Tantas mãos, olhos, tantos laços

E o tempo pulsa
Incessantemente
Versando as horas

Se perdendo
Nas buscas, esperas
Nas demoras


Elzinha Coelho


domingo, março 16, 2014

Assim é...




Já que é amor o que a gente sente, sou pura poesia, cuidando do amor da gente!


Elzinha Coelho

Talvez


Talvez se me entendessem, vivenciariam bem melhor os momentos comigo e melhor ainda, as ausências de mim. Talvez se me entendessem, se soubessem da minha carga e de meus apegos, dos meus fins, dos meus medos, me aceitariam assim, descalça, sem medida. Talvez se soubessem o quanto uma mão me fez falta, acreditariam nas minhas mãos estendidas. Se soubessem do frio que minha alma já sentiu, saberiam o que procuro num abraço. Talvez e só talvez, porque nada é certo, aceitariam o que sou, acreditariam nisso. Talvez o que digo não faça sentido algum fora desse meu universo, e é nos versos que componho que encontro o abrigo que tanto quero. Tudo é muito simples, mas o simples talvez assuste. Talvez e sempre o talvez, eu perca aos poucos a claridade, e pareça um pouco mais nublada, assim, talvez não precise tanto das mãos, dos braços, dos abraços... só dos versos e mais nada!


Elzinha Coelho

quinta-feira, março 06, 2014

Encanto


Do encanto nasce o encontro
Do encontro o desejo
Do desejo o beijo

E das línguas que se tocam

Num se perder, num se buscar
Num se querer, num se achar

Trocam de braços nos abraços

Trocam de pele nos amassos
Trocando as próprias almas de lugar!


Elzinha Coelho


quarta-feira, março 05, 2014

Indo...


Me recuso a parar de me reformular todos os dias!
Hidratando minha flores, meus carinhos...
Desidratando minhas dores, meus espinhos...


Elzinha Coelho

terça-feira, março 04, 2014

Em busca de mim (relendo)

Ando ocupada me procurando
Tão preocupada em me achar
Depois me entender
Por fim me aceitar
Que quanto mais eu me apego
Nesta busca desconexa
Onde a pressa não sobrevive
E a lentidão é só promessa
Mais urgente se faz o apelo
Que pelo jeito é desespero
É esmero, talvez zelo
De achar o que de fato
Faz o que sou ser tão intenso
O meu verbo tão imenso
E o meu Eu tão verdadeiro...

 Elzinha Coelho