MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Divagando...devagar...




Sabe, essa coisa de economizar afeto, de guardar carinho, esconder o óbvio, essa coisa de não se abrir, de não se mostrar quando tudo o que se quer é diferente disso, é uma bela de uma armadilha se pensa estar se protegendo. A vida é tão rara, como diz Lenini, e tão fugaz como sabemos todos nós...
Amor é grande por si só, mas não se basta. E não se abastece  de grandes gestos nem de homéricas demonstrações; as pequenas, as mínimas ações é que lhe dão cores, calores, sabores...


Elzinha Coelho

domingo, fevereiro 23, 2014

Poetando


Por você não me economizo. Ultrapasso as minhas linhas, minhas divisas, não me limito... Em você encontro paz...  encontro abrigo...


Elzinha Coelho

Acumulando


O que guardo da minha vida?
O que me disseram....o que li nos livros...
O que experimentei...o que vivi...o que vi
O que senti...o que não senti
Os beijos que dei (os que gostei)
Os afetos que tive
Os amores que se foram
(porque tinham que ir)
Os abraços...os afagos...
Os sabores...as cores
Tudo permanece em mim
Como um sol a iluminar meu céu
Como um céu a desnudar o véu...
Dos meus segredos, meus anseios, meus medos
Minhas alegrias...fantasias...
Minhas paranoias...minhas apatias...
Minhas loucuras em hiperatividade
Meus sonhos insanos
Meus pensamentos profanos
Mas sem nenhuma maldade
Até com um certo ar de santidade...
Guardo os sorrisos espontâneos
Os gestos delicados
A atenção oferecida
O cuidado
O silêncio compartilhado
Guardo o doce pecado
De ser mulher, de ser errante
E ser criança num mesmo instante!

Elzinha Coelho

sábado, fevereiro 22, 2014

Conexão (Relendo)


Eu quero os sentidos na mesma frequência....
Eu quero o toque, a sintonia

o calor, a energia
a sincronicidade
a magia...
o cheiro, o tempero, a alegria...
Eu quero o amor!
Eu quero ser amada
Desejar e ser querida
Entender e ser compreendida
Tolerar e ser aceita
E rir, rir muito...
Rir junto, rir separado...
Só não quero chorar sozinha...
E dar meu colo

meu ombro
meu corpo
minha alma...
Ficar por ficar, eu fico comigo...
Faz muito mais sentido!


Elzinha Coelho

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Eu


Me entender?
Nem tente!
Só me queira como sou
Minhas teses e teorias te assustariam
Não sou controlável, manipulável
E só faço o que quero, quando quero
Sou direta, não sou fria
Também choro, me decepciono
E me descabelo toda
Depois tudo passa igual chuva de verão
O sol volta...sempre volta
Sou incorrigivelmente otimista
Só quero um amor tranquilo


Elzinha Coelho

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Insights


Tenho tido alguns insights ultimamente, me clareando, me mostrando formas aqui bem dentro, bem no fundo, aqui onde o escuro era profundo. Era, já não é muito. Pressinto até que já não é tanto... e no entanto ainda há muito o que clarear, trazer levezas, resgatar purezas, dissipar (in)certezas. Conquistar meus escuros, meus abismos,  derrubar meus muros... é isso... insights derrubando muros! 


Elzinha Coelho

Meu silêncio



Não me imponho silêncios, os meus silêncios se impõem de maneira velada quando algo me diz pouco ou quase nada...

Elzinha Coelho

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Extremos de mim


O meu jeito de ser, extremo... Me doo profundamente, me finco, crio raízes, estaqueio! E quando o vento venta de outro lado, vem o recuo, me retraio e o vento me leva, me deixo levar. O que me falta é o meio, o morno, as aspas. Não caibo no estreito, no raso. Sou densa,  intensa... nos sins, nos nãos. Ah! os nãos... os nãos aos que me imploram, aos que me gritam e até choram, não me arranham, não me doem. São nãos construídos, conquistados, merecidos, não me lamento, não se lamente! Mas se conquistam os meus sins... ah! os meus sins...

Elzinha Coelho


Amor só se for assim...


Quero um amor enorme
Que não se conforme
Em ser passageiro
Quero amor verdadeiro
Na rua e no chuveiro
Dando pinta de atrevido
Se doando por inteiro

Desfrutando minha essência
Sem melindres, sem decências

Quero um amor indecente 
Que não finja, que não fuja
Que me sinta, que me abusa
Que me queira, que me usa

Que me faça faltar chão
Que me leva, que me laça
Que me acolha, que me abraça
Que não perca a minha mão!


Elzinha Coelho


domingo, fevereiro 16, 2014

Amar você...


Amar você é bem assim...
É coisa que não se acalma
Estreita o peito, expande a alma
Um se entregar que não tem fim
Que não se mede, que não se abala

E no agasalho dos braços teus
Nos braços dos abraços meus
Se passam horas sem darmos conta
E passamos da conta a toda hora

Um querer ficar sem ir embora
O esperar... já é demora
Então sorrisos espantam o medo
E nossas urgências nos revigora 

Amar você ... este é o encanto
Disritmias, desassossegos
Bocas, suores, aconchegos
Um querer que já estava em mim
Amar você... é bem assim!


Elzinha Coelho






sábado, fevereiro 08, 2014

E...ponto


Podia ao menos ter reticências...

Algumas vírgulas, um tom casual

O que eu  queria era tão simples...

Que apenas  fosse prá sempre!

Sem muitos espaços, sem ponto final.



Elzinha Coelho

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Perdida


Fui além, muito além dos passos teus
E além dos meus
Me perdendo em versos
Que nunca toquei

Do que sou feita?
Que quero eu?
Presa num mundo
Que não é o meu

A pele sente
A alma sente
Do que sou feita?
Que quero eu?

Ser lida?
Decifrada?
Definida?

Por quem?
Se esse mundo
Profano e profundo
Nunca foi o meu!

Elzinha Coelho