MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

sábado, junho 23, 2012

Amar...fanhado


Amores que ficam entrelaçando nosso vãos...
Que não se vão, que permanecem, que estão!
Surdos aos nossos nãos...
Amores perdidos pelo caminho em desalinho,
pelos tropeços da alma imatura, insegura..
Amores que poderiam ter sido... ou ido...
sadios... sãos...
Se tornam mãos a apertar o pulso
impedem o impulso
tiram o soro do olhar
deixam o cheiro do fracasso 
o gosto acre na boca
a sede, a cabeça oca
a alma amassada, amarrotada
sem ter para onde ir!
sem ter onde ficar!
Doce martírio...
Amarga comédia...
De quem viveu o bastante
Para olhar de longe... quanta tragédia!!




Elzinha Coelho

terça-feira, junho 19, 2012

Desejos

Querer que alguém se importe
Com a tua vida ou com tua morte
Com teus desvarios, com tua sorte
É querer achar o rumo
Sentir onde está, avistar o norte


Calçar os pés com um pouco de afeto
Se agasalhar num abraço contente
Sentir-se bem, crer que se é gente
Ter um chão coberto de estrelas
E um céu que seja teu teto


Querer que alguém se importe
É saber-se dono de nada
E mesmo assim ser propriedade
Sem amarras para te apertar
Voar aos sabores dos ventos
E sempre ter para quem voltar


Elzinha Coelho






Sensatez

Há muito tempo eu não me ocupo com pessoas pequenas... Elas não se ocupam comigo, eu não me ocupo com elas. Fica assim, elas por elas...

Elzinha Coelho

sábado, junho 16, 2012

Meu Verbo

Meu verbo não é mensurável                         
Ele não é descabido
E nem leviano
Faz parte de um plano...


Que sem enganos se mostra ingênuo
Aos desavisados passa sereno
Mas quando sentido é como aclarar


O que não se detêm
Mas não se pode falar
O que não se mantem
Mas não se pode mostrar


Diz mais do que se propõe
Meu verso desmedido
Nas entrelinhas
Entre minhas leves linhas...


Elzinha Coelho

quarta-feira, junho 13, 2012

Em busca de mim...


Ando ocupada me procurando
Tão preocupada em me achar
Depois me entender
Por fim me aceitar
Que quanto mais eu me apego
Nesta busca desconexa
Onde a pressa não sobrevive
E a lentidão é só promessa
Mais urgente se faz o apelo
Que pelo jeito é desespero
É esmero, talvez zelo
De achar o que de fato
Faz o que sou ser tão intenso
O meu verbo tão imenso
E o meu Eu tão verdadeiro...

Elzinha Coelho





quinta-feira, junho 07, 2012

Efêmero



Quando eu for embora...
Deixarei aqui minhas pegadas...
Os passos certos que dei e os muitos errados que andei
Vou deixar aqui o eco das minhas palavras
Na memória de alguns poucos
Dos que me entenderam e me perdoaram...
Deixarei aqui também, o suave perfume
Da docilidade que tentei dar
Da amabilidade que tentei ter
Amei e fui amada...
Vivi e fui sentida...
Deixarei aqui o que sou
E a certeza que serei esquecida
...Quando eu for embora...


Elzinha Coelho



Ilusão



Tudo o que é bom
Nunca é bom o bastante
Sempre o que nos faz bem
Faz bem só por instantes
Não somos o que queremos
Somos o que podemos ser
Não temos o que sonhamos
Apenas o que podemos ter
E nessa lida da vida
Nesta roda que gira e não para
Buscamos sempre mais longe
A flor que nos parece mais rara...


Elzinha Coelho

terça-feira, junho 05, 2012

A Procura...



São muitas as minhas perguntas e sei que as respostas eu mesma as tenho, apenas preciso transitar com mais vagar aqui por dentro para encontra-las...


Elzinha Coelho

Fênix

Sou ave livre e noturna
Transitando pelos abismos
Volitando por sobre planícies
De cada canto dos meu encantos


Sou ave que pousa
Na linha tênue de um sentimento
E que bate asas em retirada
Quando algo me diz pouco
Ou quase nada...


Sou ave que se transforma em cinzas
Que se abriga na morte, adormecida
Recompondo o pó, um a um
E quando recomposta
Ressurge mais bela e imponente


E toda a dor que se fez ardente
Mesmo depois da morte aparente
É ainda a mesma dor
Agora supostamente ausente


Elzinha Coelho

domingo, junho 03, 2012

Sobrevivência...


Dizem que tudo passa com o tempo, mas tem certas coisas que com o tempo não passa, apenas adormece dentro da gente... 

Elzinha Coelho

sábado, junho 02, 2012

Eu gosto mesmo

Gosto de pessoas bem humoradas,
De sorrisos fáceis,
abraços largos e generosos...
Gosto de pessoas acessíveis,
Com brilho nos olhos e afeto nas mãos...
Gosto de pessoas assim...
Simples assim.....autênticas e fim!

Elzinha Coelho